A Stryper é uma banda que sempre teve as capas de seus discos criticadas. A começar pelo seu EP de estreia, o “The Yellow and Black Attack”, lançado em 21 de Julho de 1984. Sua capa, que trazia a Mão de Deus apontando para terra, enquanto quatro mísseis são lançados, causou muita comoção. Confesso que quando a vi pela primeira vez em 1989, não acreditei que se tratasse de uma banda cristã, dada o impacto que a imagem causa.
Por causa da capa polêmica, quando o álbum foi relançado em 1986, a gravadora decidiu colocar uma capa mais amena.
Mas parece que a banda não aprende, pois no dia 6 de março de 1985 é lançado o álbum “Soldiers Under Command”. Dessa vez a polêmica fica por conta da capa, que traz a banda portando armas de grosso calibre. E para alguns conservadores isso era impróprio para uma banda Cristã. Mas nenhum desses comentários negativos puderam obstruir o sucesso mundial que esse disco alcançou, levando-os ao Japão para um show que é considerado um dos melhores dos anos 1980.
No dia 24 de outubro de 1986 a banda foi alvo de mais umapolêmica. Dessa vez por conta da capa do disco “To hell with the devil”, com certeza a mais criticada de todas. Nela os 4 integrantes são retratados como anjos que estão jogando o diabo no abismo. O desenho é muito sugestivo, pois mostra o Michael quebrando a guitarra preta que está nas mãos do capiroto. Sem falar que ainda há um pentagrama, que acabou ficando meio encoberto pelo logotipo da Stryper.
As críticas foram tantas que as lojas cristãs ameaçaram retirar o disco de suas prateleiras. E isso fez com que a Enigma Records optasse por uma capa preta com letras vermelhas, já na segunda tiragem.
Contudo, todas as críticas serviram apenas como mola propulsora para o sucesso do álbum, que encabeçou por muito tempo a Bilboard 40 e recebeu indicações para o Grammy.
Mas, as polêmicas não pararam por aí. Em 21 de agosto de1990 a Stryper lança o controverso álbum “Agaist the Law”. Esse álbum tem um direcionamento totalmente diferente dos outros, pois não faz referência a Deus ou ao Evangelho. Também as cores pretas e amarelas, que eram a marca da banda, deram lugar a uma tonalidade azul escuro. Mas a polêmica da capa se deu porque nela há uma mesa de um detetive em que é possível ver um cinzeiro com cigarro aceso.
E na contracapa há fotos de seus membros como sendo fichados pela polícia.
Já no encarte, a banda está por traz das grades, vestindo roupas pretas. Entretanto, diferente dos álbuns anteriores, dessa vez as críticas fizeram a diferença, pois teve vendas muito baixas e em pouco tempo as lojas o tirou de suas prateleiras. Tudo isso culminou com o fim da banda em 1993.
Em 2003 a banda retorna às atividades. Mas apenas em 16 de agosto de 2005 é lançado o álbum “Reborn” e com ele nova polêmica. Acontece que sua capa traz a imagem de seus membros como que saindo da placenta.
Essa capa foi considerada aviltante pelos conservadores e, por isso, em alguns países, o álbum recebeu outras capas.
Muitas pessoas também não entenderam a capa do álbum“The Covering”, lançado em 12 de fevereiro de 2011, pois ela traz o rosto desfigurado de um “Metaleiro”.
Até que o Michael Sweet explicou que, já que o álbum traz covers de bandas seculares, a capa reflete um headbanger em seu estado natural. Mas sua capa de traz mostra-o redimido, depois de escutar o petardo.
Por fim, parece que a banda está procurando mesmo a polêmica, já que seus últimos três álbuns possuem capas para lá de polêmicas.
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Por Ricardo Castro













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