Toda banda que lança um bom álbum sofre da pressão de repetir o êxito no álbum seguinte.
E nessa pressão, algumas bandas entregam trabalhos medianos ou realmente muito ruins.
Entretanto, não foi isso que aconteceu com a banda Apolyti. Em 2019 a banda lançou o álbum Luz ou Trevas, que foi um álbum impressionante. Todos os que gostaram desse álbum cobravam do Pastor Francisco Meneses mais um lançamento, que veio em 2021.
Pude ouvir esse lançamento em primeira mão, já que o Pastor Francisco é um grande amigo de longas datas. Confesso que quando abri o arquivo, meu coração batia forte com a expectativa do que a banda havia preparado. E a audição do álbum constatou que a Apolyti não apenas lançou um bom trabalho, mas conseguiu superar o lançamento anterior.
Com produção de André Leite, que toca guitarra base e faz os Screams, o álbum está recheado de músicas que podem ser consideradas como clássicas do Rock nacional.
Por falar em produção, o André Leite está de parabéns, pois a produção deu um salto qualitativo em comparação ao álbum anterior. As guitarras solo e base do Nathan Castro é um caso à parte. Os riffs são maravilhosos e os solos muito melódicos e técnicos. E nesta gravação, o Nathan também gravou todas as linhas de baixo e fez backing Vocal.
E o que dizer das letras do Pastor Francisco? Bom, só posso dizer que é o Evangelho em forma de Rock ‘n Roll. Letras inteligentes, profundas, provocadoras e, sobretudo, evangelísticas. Poderia tentar destacar algumas dessas letras, porém elas se complementam, apesar de o álbum não ser conceitual. Não sei se foi a intenção da banda, mas as ordens das músicas parecem seguir uma ordem. Tudo começa com a “Humanidade Perdida” que necessita de um “Messias”, que foi enviado pelo “Deus Criador”, que deixou o mundo “Livre” para “Reconstruir” a relação com Ele. "Pense bem”, pois “Não faz sentido” viver afastado de Deus, pois, na verdade, nossa alma é eterna e “Não tem fim”. Só resta ficarmos “Esperando a Tua Vinda”.
A sonoridade do álbum remete aos tempos áureos do Rock ‘n roll com influências do Punk/Hardcore. Entretanto, existem duas músicas fora da curva. A Música “Reconstruir” que tem uma clara influência de bandas como Catedral e RM6. E a belíssima “Esperando a tua vinda”, que começa com um groove de bateria que, de repente, toma rumo diferente. Gosto muito das baladas da Apolyti. Em todo o álbum tem-se um gostinho de influências como da banda Bride (nos tempos áureos), Dc Talk, Dogwood e Altar Boys. E nos solos e riffs, consigo discernir certa influência de guitarristas como os lendários Oz Fox (Stryper), Paul Jackson (Bloodgood) e David Zaffiro (Artista Solo).
Não posso deixar de falar do Cover do Hino 381 do cantor cristão. Ficou pesadíssimo.
Tive o enorme prazer de tocar bateria ao vivo com a banda e tive uma experiência transcendente com as músicas que toquei.
Em suma, posso apenas expressar o sentimento que acredito que é o de todos os que apreciam o trabalho da Apolyti: QUE VENHA O TERCEIRO ÁLBUM.
Ricardo Castro
Pastor, Escritor, Músico e Blogger.


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